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Em busca de maior independência e autonomia sobre seu próprio corpo, muitas mulheres ainda recorrem aos anticoncepcionais como os principais métodos contraceptivos para evitar uma gravidez não planejada, controlar os hormônios responsáveis pelo início do período menstrual, entre outras circunstâncias.

Contudo, a pílula do dia seguinte requer um acompanhamento constante tanto por parte da mulher quanto por parte do seu ginecologista de confiança, que ficará responsável por observar possíveis efeitos colaterais que venham a surgir durante o período de medicação.

Com o constante desenvolvimento e lançamento de novos métodos contraceptivos todos os anos, dúvidas sobre como usar anticoncepcional pela primeira vez acabam surgindo, mesmo para aquelas já familiarizadas com a pílula anticoncepcional.

Como forma de esclarecer estes e outros questionamentos, nos próximos parágrafos você vai entender melhor como surgiram os anticoncepcionais, como funcionam, seus tipos e variações mais comuns, as vantagens e desvantagens por trás de cada método contraceptivo, dicas para tomá-los com segurança e em quais ocasiões são indicados e contraindicados. Continue lendo!

Índice

  1. O que são anticoncepcionais
  2. Quando surgiram as pílulas anticoncepcionais
  3. Quais são e como funcionam anticoncepcionais existentes no mercado
    • Preservativo
    • Diafragma
    • Pílula do dia seguinte
    • Adesivo (Anel)
    • Injeção hormonal
    • DIU e SIU
    • Injeção hormonal (injeção de progesterona)
    • Ligadura de Trompas ou Laqueadura
  4. Indicações e contraindicações dos métodos anticoncepcionais

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A pílula anticoncepcional consiste em um comprimido que possui no seu interior substâncias químicas semelhantes aos hormônios produzidos pela mulher durante todo o seu período de vida, como progesterona e estrogênio.

A progesterona é responsável por regular o ciclo menstrual feminino, agindo diretamente sobre a gestação e preparando o corpo para as mudanças relativas à maternidade.

Já o estrogênio atua em no desenvolvimento das características físicas femininas como, por exemplo, volume dos seios, comprimento dos cabelos, unhas, pele, voz, entre outras partes do corpo feminino.

enovid-10-primeiro-anticoncepcional.jpg Anos 60. Estados Unidos. Margaret Sanger, ativista pelos direitos femininos e Katherine McCormick, bióloga e milionária trabalhavam uniram esforços para desenvolver um medicamento que pudesse prevenir a gravidez e ao mesmo tempo, fosse eficiente e de fácil acesso para a população.

Contudo, para tocar as pesquisas e tornar possível o desenvolvimento da primeira pílula do dia seguinte, Gregory Pincus se juntou à dupla. Formado em biologia hormonal, o pesquisador rapidamente tornou o desejo das duas mulheres realidade.

Batizado de Enovid-10, o recém- método contraceptivo foi enviado para exportação, ganhando solo alemão com um novo nome: Anovlar. Comercializado em pequenos comprimidos verdes, esta pílula do dia seguinte vinha em uma cartela branca com uma tarja verde, cor também presente nos comprimidos.

Para burlar a censura até então vigente na época, foi impressa uma mensagem na embalagem da pílula anticoncepcional que dizia o seguinte: “Para aliviar os sintomas desagradáveis da menstruação”.

Contudo, a medida que o tempo passava, o anticoncepcional no formato de comprimido deixou de ser apenas um método contraceptivo, se transformando lentamente em uma forma de empoderamento feminino.

Atualmente, com o avanço da indústria farmacêutica, novos métodos contraceptivos surgiram, como forma de corrigir alguns efeitos colaterais indesejados da pílula do dia seguinte.

Dentre eles, podemos citar os preservativos, diafragma, pílula, adesivo, injeção hormonal, DIU, entre outros. Logo abaixo, você vai entender melhor o que são e como cada um desses métodos contraceptivos funciona no organismo feminino.

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Considerado o método contraceptivo mais popular e acessível no mercado farmacêutico, o preservativo feminino conta com uma dupla função: previne contra a gravidez e protege contra doenças e infeções, tais como DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis).

Apesar de estarem disponíveis em farmácias e postos de saúde, os preservativos para mulheres ainda perdem em questão de disponibilidade para o público feminino, algo que não ocorre com as camisinhas masculinas, ainda beneficiadas pela exposição massiva dos grandes meios de comunicação.

Indispensável para a saúde feminina, a camisinha de mulher torna-se um método contraceptivo bem-vindo, ainda mais quando o parceiro sente desconforto ou apresenta algum tipo de alergia ao preservativo masculino.

Neste caso, os preservativos femininos tendem a facilitar a relação sexual, trazendo maior prazer para a realização do ato com a segurança e proteção que ele devidamente precisa.

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Presente na forma de um anel maleável coberto por uma película feita em borracha ou silicone, este contraceptivo feminino é inserido no interior do órgão feminino com o objetivo de evitar a entrada de espermatozóides no útero.

Por ser considerado um método anticoncepcional de barreira, o Diafragma possui um formato de cúpula que cobre todo o colo do útero, sem causar desconforto durante a relação sexual.

Para garantir que nenhum espermatozoide sobrevive no canal vaginal, o diafragma contraceptivo deve ser removido em 8 horas após a relação sexual. Como forma de evitar danificar o contraceptivo diafragma, é recomendado removê-lo fazendo uma espécie de gancho com as pontas dos dedos.

É importante lembrar que após a remoção do diafragma, o mesmo deve ser higienizado e guardado em um compartimento adequado, como sua embalagem original, por exemplo. Mulheres com útero retrovertido, isto é, virado para trás, ou que tenham ou já tiveram infecção urinária devem evitar o uso do diafragma contraceptivo.

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A partir do momento em que a pílula anticoncepcional é ingerida e absorvida pelo organismo feminino, uma série de processos começaram a ocorrer. Ao interromper a fecundação do óvulo pelo espermatozóide e parar a ovulação, pílula do dia seguinte ainda protege a usuária de doenças inflamatórias, câncer endometrial e de ovário, além de aliviar os sintomas do período menstrual.

Outro benefício do anticoncepcional oral é a sua influência no organismo de gestantes. As pílulas compostas por progesterona não alteram a produção de leite materno, fazendo com que mulheres possam amamentar e usar o anticoncepcional para quem amamenta sem sofrerem efeitos colaterais.

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O adesivo anticoncepcional é um método contraceptivo composto por estrogênio e progesterona, tal como as pílulas do dia seguinte. Contudo, o anticoncepcional adesivo sai na frente por não exigir sua ingestão regularmente, assim como ocorre com o anticoncepcional oral.

Ao ser colado sobre a pele no primeiro dia da menstruação, o adesivo de anticoncepcional já começa a fazer efeito sobre os hormônios femininos. Contudo, é importante fazer uma pausa de uma semana a cada três semanas, tempo em que a menstruação já começa a se manifestar.

Uma das principais vantagens do adesivo anticoncepcional está justamente na forma como ele é absorvido pelo organismo feminino. Diferentemente da pílula anticoncepcional, o anticoncepcional em adesivo possui menos efeitos colaterais, pois os hormônios absorvidos pele vão diretamente para a corrente sanguínea feminina.

O efeito do anticoncepcional adesivo se estende por até um mês, tornando o seu uso mais vantajoso para mulheres tem dificuldades para lembrar constantemente dos horários do anticoncepcional oral e esquecem de tomá-lo.

Com preço maior, o adesivo anticoncepcional conta com alguns efeitos colaterais, também presentes na pílula anticoncepcional, só que em menor proporção, como náuseas, desconforto abdominal, dores de cabeça, além de cólica menstrual.

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Considerado um método contraceptivo de maior duração, a injeção de progesterona é recomendada para quem quer prolongar o bloqueio da ovulação por vários meses consecutivos.

Este anticoncepcional injetável ainda atua na redução do risco de câncer de útero, ao mesmo tempo em que ajuda a proteger a mulher de infecções inflamatórias no aparelho reprodutor feminino, como a doença inflamatória pélvica (DIP).

A partir do momento em que as substâncias presentes na seringa da injeção para não engravidar são injetadas na corrente sanguínea, começa todo um processo de químico que impede a ovulação.

Ao restringir a ação dos espermatozoides sobre o óvulo, a injeção de progesterona libera pequenas quantidades hormonais diárias no organismo feminino, com o objetivo de prevenir uma possível gravidez indesejada.

Apesar de ser uma ótima opção contraceptiva, prevenindo o aparecimento de câncer do colo de útero e ovário, o anticoncepcional injetável não é recomendado para mulheres com histórico de problemas cardíacos e doenças cardiovasculares.

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Mais conhecidos popularmente como Dispositivo intrauterino (DIU) e Sistema intrauterino (SIU) são dois métodos contraceptivos em formato de “T” que têm como objetivo proteger e prevenir a gravidez por longos períodos, podendo variar entre 5 a 10 anos.

Devido a este tempo prolongado agindo no organismo feminino, o anticoncepcional DIU se tornou, ao longo das décadas, um dos métodos contraceptivos mais eficazes já desenvolvidos até então.

Enquanto o DIU anticoncepcional é composto por cobre, um metal sem nenhum traço de hormônio na sua estrutura, o SIU já age de uma forma diferente, liberando hormônios (progesterona e estrogênio) na corrente sanguínea da mulher e assim, reduzindo o fluxo menstrual.

Apesar da praticidade e eficácia, ambos os métodos anticoncepcionais devem inseridos apenas no consultório médico com o auxílio de um ginecologista especializado e de confiança.

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Se as pílulas anticoncepcionais se destacam pelo seu tamanho reduzido e facilidade de transporte, o implante hormonal mantém a mesma premissa do seu antecessor com seus 4 a 5cm de comprimento, preenchidos por 50 mg de hormônio.

A partir do momento em que o implante hormonal subcutâneo é colocado na região glútea feminina, o hormônio presente no implante começa a ser gradativamente liberado na corrente sanguínea da mulher por um período que pode variar entre 6 meses a 1 ano.

Por receber uma quantidade pré-determinada pelo ginecologista, a mulher tem maior controle sobre a dosagem presente no implante hormonal, que por sua vez, é liberado no organismo em doses menores do que o anticoncepcional oral, causando, assim, menos efeitos adversos à saúde feminina.

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Mulheres que já recorreram aos tradicionais métodos contraceptivos com medicamentos, mas que tomaram a decisão definitiva de não engravidar mais (seja por causa da idade, número de filhos ou outros fatores), a laqueadura é uma opção a se considerar.

Atualmente existem duas formas para realizar essa esterilização feminina: a primeira consiste no corte e amarração das trompas de falópio, que ligam o útero aos ovários e servem como canais para os espermatozoides. Já no segundo procedimento de laqueadura tubária, após realizado o corte, as trompas são cauterizadas definitivamente.

A laqueadura de trompas é dividida em três procedimentos diferentes: laqueadura tradicional, laqueadura de videolaparoscopia e laqueadura invasiva.

Na laqueadura tradicional a cirurgia é feita no abdômen feminino, a partir de um corte menor do que a da cesárea, enquanto que na videolaparoscopia, o cirurgião insere pelo canal do umbigo um longo e fino fio com uma lente acoplada, monitorando o processo cirúrgico.

Diferentemente das duas últimas, a laqueadura invasiva é o método contraceptivo que oferece melhor tempo de cicatrização e recuperação para a paciente, pois o seu método se baseia em um pequeno corte no fundo da vagina. Após acessar as trompas do falópio e esterilizá-las, a incisão é novamente fechada, evitando incômodos ou dores após a cirurgia próprios outros tipos de laqueaduras.

Mesmo com tantas vantagens e benefícios por trás dos anticoncepcionais e dos métodos contraceptivos, ainda assim é possível notar alguns efeitos colaterais a curto, médio e longo prazo.

O que se pode perceber entre a maioria dos anticoncepcionais de uso contínuo é a sua contraindicado em casos de doenças ligadas ao coração, a hábitos de vida como o tabagismo, cânceres de mama, fígado e do endométrio.

Pacientes com histórico de derrame, ataque cardíaco e coágulos de sangue também devem ser cautelosos caso queiram fazer uso de algum método contraceptivo. A procura por um ginecologista é sempre recomendada para evitar riscos à saúde e complicações relacionadas à automedicação.

Apenas este profissional estará apto a avaliar seu estado clínico e poderá prescrever o melhor anticoncepcional para você, levando em consideração suas características físicas e hormonais, além do seu estilo de vida e necessidades diárias.

Portanto, apesar das infinidades de opções de métodos contraceptivos e anticoncepcionais à venda nas farmácias e na internet e da informação em abundância presente na rede, não deixe de consultar um (a) ginecologista, pois ele (a) é a sua fonte mais confiável de informação e aconselhamento.

E não se esqueça de se proteger sempre que for ter uma relação sexual. Como diz o ditado: “É melhor prevenir do que remediar”. Boa sorte!

Anticoncepcional

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