GABAPENTINA: para que serve, como usar e cuidados importantes
GABAPENTINA é um medicamento genérico com o princípio ativo gabapentina, da classe dos antiepilépticos. Conforme a bula, é indicado para dor neuropática em adultos e para crises epilépticas parciais em pacientes a partir de 12 anos, sempre com orientação médica.
| Produto | GABAPENTINA |
| Princípio ativo | gabapentina |
| Indicação principal | Tratamento da dor neuropática em adultos e tratamento de crises epilépticas parciais, com ou sem generalização secundária, em pacientes a partir de 12 anos |
| Uso | Oral |
| Prescrição | Venda sob prescrição médica, com retenção da receita |
Para que serve GABAPENTINA?
De acordo com a bula, GABAPENTINA é indicada para o tratamento da dor neuropática, que é a dor causada por lesão ou mau funcionamento dos nervos ou do sistema nervoso, em adultos. Também é indicada como monoterapia ou terapia adjunta no tratamento de crises epilépticas parciais, com ou sem generalização secundária, em pacientes a partir de 12 anos de idade.
Medicamento sujeito à prescrição médica. Use conforme orientação médica ou farmacêutica.
Como GABAPENTINA age no organismo?
Segundo a bula, supõe-se que a gabapentina atue modulando o trânsito das mensagens entre as células do sistema nervoso. Com isso, reduz a atividade excitatória relacionada à dor neuropática e às crises convulsivas. A bula informa que o mecanismo de ação não é totalmente conhecido.
Como usar GABAPENTINA?
GABAPENTINA deve ser usada por via oral, engolida, com ou sem alimentos. A dose deve ser individualizada e ajustada pelo médico conforme a resposta ao tratamento.
Para epilepsia, em pacientes a partir de 12 anos, e para dor neuropática em adultos, a bula informa dose eficaz estudada entre 900 mg/dia e 3600 mg/dia, com sugestão de início e ajuste conforme orientação médica. O intervalo máximo entre doses não deve ultrapassar 12 horas para evitar reincidência de convulsões.
Pacientes com comprometimento renal ou em hemodiálise podem precisar de ajuste de dose. Não interrompa o tratamento sem conhecimento do médico, pois a interrupção abrupta pode desencadear crises convulsivas. Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
Quais são os efeitos colaterais mais comuns?
A bula relata reações adversas documentadas envolvendo diferentes sistemas do corpo. Entre elas estão:
- mal-estar, fadiga ou cansaço, febre, dor de cabeça, dor nas costas e dor abdominal;
- tontura, sonolência, tremor, alterações de coordenação, confusão mental, insônia e alterações de humor;
- náusea, vômito, boca ou garganta seca, gases, má digestão, prisão de ventre ou diarreia;
- edema ou inchaço, inclusive nas extremidades, e ganho de peso;
- visão dupla, visão anormal e diminuição da visão;
- tosse, rinite, faringite, pneumonia e falta de ar;
- coceira, vermelhidão na pele, urticária e reações alérgicas.
Informe ao médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis durante o uso.
Quem não deve usar GABAPENTINA?
GABAPENTINA não deve ser usada por pessoas com alergia à gabapentina ou a qualquer componente da fórmula. A bula também informa que o medicamento é contraindicado para menores de 12 anos e não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção da glicose-galactose.
Cuidados importantes antes de usar
- Gravidez: não deve ser usado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. O uso só deve ocorrer se o benefício potencial superar claramente o risco potencial ao feto.
- Amamentação: a gabapentina é excretada no leite materno; o uso durante a lactação depende de avaliação e acompanhamento médico.
- Direção e máquinas: durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
- Interrupção do tratamento: não deve ser interrompido abruptamente; recomenda-se interrupção gradual por, no mínimo, 1 semana, conforme orientação médica.
- Interações: antiácidos com alumínio e magnésio não devem ser usados junto com gabapentina; a bula orienta intervalo de 2 horas entre as doses. O uso com opioides pode aumentar risco de depressão do sistema nervoso central, sonolência, sedação e dificuldade para respirar.
- Álcool e outros medicamentos: informe ao médico sobre todas as medicações em uso e sobre a ingestão de álcool durante o tratamento.
- Rins: pacientes com comprometimento renal, fazendo ou não hemodiálise, podem precisar de ajuste de dose.
- Lactose: contém lactose abaixo de 0,25 g por cápsula dura.
Perguntas frequentes
GABAPENTINA serve para quê?
Serve para tratamento da dor neuropática em adultos e para crises epilépticas parciais, com ou sem generalização secundária, em pacientes a partir de 12 anos, conforme a bula.
GABAPENTINA dá sono?
Sim. A bula informa sonolência e tontura entre as reações associadas ao tratamento. Por isso, durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas sem avaliação médica.
GABAPENTINA engorda ou emagrece?
A bula cita ganho de peso e alterações de apetite entre possíveis reações. A bula não informa uso para emagrecimento. Consulte um médico ou farmacêutico.
GABAPENTINA serve para diabetes?
A bula não traz indicação para tratamento de diabetes. Ela menciona alterações de glicose no sangue, como hiperglicemia e hipoglicemia, mais frequentes em pacientes diabéticos. Consulte um médico ou farmacêutico.
Grávida pode usar GABAPENTINA?
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. A bula informa que o uso na gestação só deve ocorrer se o benefício potencial para a mãe superar claramente o risco potencial para o feto.
Pode tomar GABAPENTINA com álcool?
A bula orienta avisar o médico sobre a ingestão de álcool durante o tratamento com gabapentina. Consulte o médico antes de consumir álcool durante o uso.
Quanto tempo GABAPENTINA demora para fazer efeito?
A bula não traz essa informação de forma específica. Consulte um médico ou farmacêutico.
Posso parar de tomar GABAPENTINA de uma vez?
Não. A bula orienta que o uso não deve ser interrompido abruptamente. A interrupção deve ser gradual, ao longo de no mínimo 1 semana, conforme orientação médica, pois a parada repentina pode desencadear crises convulsivas.