CARVEDILOL: para que serve, como usar e cuidados importantes
CARVEDILOL é um medicamento de uso oral adulto, com o princípio ativo carvedilol, indicado na bula para tratar insuficiência cardíaca congestiva, angina do peito e hipertensão arterial. Pertence à classe dos betabloqueadores puros. Medicamento sujeito à prescrição médica. Use conforme orientação médica ou farmacêutica.
| Produto | CARVEDILOL |
| Princípio ativo | carvedilol |
| Indicação principal | Tratamento de insuficiência cardíaca congestiva, angina do peito e hipertensão arterial |
| Uso | Oral, uso adulto |
| Prescrição | Medicamento sujeito à prescrição médica. Use conforme orientação médica ou farmacêutica. |
Para que serve CARVEDILOL?
Segundo a bula, CARVEDILOL é destinado ao tratamento de insuficiência cardíaca congestiva, também chamada de insuficiência do coração, angina do peito, que é dor no peito de origem cardíaca, e hipertensão arterial, conhecida como pressão alta.
Como CARVEDILOL age no organismo?
A bula informa que o carvedilol promove a dilatação dos vasos sanguíneos por meio do bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona. Com isso, ocorre diminuição da pressão arterial. Em voluntários sadios, a concentração sérica máxima é alcançada em aproximadamente uma hora.
Como usar CARVEDILOL?
CARVEDILOL deve ser administrado por via oral. A dose e os ajustes devem ser definidos pelo médico, de acordo com a indicação e a resposta ao tratamento. A bula descreve esquemas diferentes para hipertensão, angina do peito e insuficiência cardíaca congestiva.
Para hipertensão essencial em adultos, a bula cita dose inicial recomendada de 12,5 mg uma vez ao dia nos dois primeiros dias e, depois, 25 mg uma vez ao dia, com possibilidade de aumento em intervalos mínimos de duas semanas, conforme orientação médica. Para angina do peito, a bula cita dose inicial de 12,5 mg duas vezes ao dia nos dois primeiros dias e, depois, 25 mg duas vezes ao dia, com ajustes médicos. Para insuficiência cardíaca congestiva, a dose deve ser individualizada e monitorada cuidadosamente, iniciando geralmente com 3,125 mg duas vezes ao dia, conforme a bula.
O tratamento costuma ser longo e não deve ser interrompido de repente. A retirada deve ser gradual, especialmente em pessoas com doença arterial coronária. Em pacientes com insuficiência cardíaca, a bula orienta administrar com alimentos para reduzir a velocidade de absorção e diminuir efeitos ortostáticos, como queda de pressão ao ficar em pé ou sentado.
Quais são os efeitos colaterais mais comuns?
O trecho da bula enviado não traz uma lista completa de reações adversas comuns por frequência. A bula menciona que podem ocorrer tonturas e cansaço, principalmente no início do tratamento, após aumento de dose, mudança de terapias ou em combinação com álcool, o que pode comprometer dirigir veículos ou operar máquinas. Também menciona possibilidade de bradicardia, redução do lacrimejamento, piora clínica ou retenção de líquido em insuficiência cardíaca durante aumento de dose, piora do controle glicêmico ou mascaramento de sinais de hipoglicemia em diabéticos e reações cutâneas graves.
Quem não deve usar CARVEDILOL?
Você não deve usar CARVEDILOL se tiver alergia ao carvedilol ou a qualquer componente da fórmula. A bula também contraindica o uso em casos de insuficiência cardíaca descompensada ou instável que necessite medicamento intravenoso para aumentar a força do coração, insuficiência do fígado, arritmias cardíacas, asma brônquica ou DPOC associada a broncoespasmo, bloqueio atrioventricular de 2º ou 3º grau, a menos que haja marca-passo permanente, ritmo cardíaco abaixo de 50 batimentos por minuto, síndrome do nó sinusal, incluindo bloqueio sinoatrial, choque cardiogênico e pressão arterial sistólica menor que 85 mmHg.
Cuidados importantes antes de usar
Informe ao médico se você tem diabetes, insuficiência cardíaca, problemas nos rins, DPOC ou outro problema pulmonar, usa lentes de contato, tem histórico de psoríase, tireotoxicose, doença vascular periférica, fenômeno de Raynaud, suspeita de feocromocitoma ou angina variante de Prinzmetal. Em diabéticos, a bula orienta monitoramento regular da glicemia, especialmente no início ou ajuste do tratamento.
CARVEDILOL não é recomendado para menores de 18 anos. Em idosos, a bula informa que não é exigido ajuste da dose inicial. Em insuficiência renal moderada a grave, a bula informa que não há necessidade de alterar as recomendações de dosagem. Em insuficiência hepática clinicamente manifestada, o medicamento é contraindicado.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. A bula informa que carvedilol não deve ser usado durante a gravidez, a menos que os benefícios potenciais justifiquem o risco potencial. O medicamento é contraindicado durante o aleitamento ou doação de leite, pois pode ser excretado no leite humano e causar reações indesejáveis no bebê.
Há interações importantes com outros medicamentos. A bula cita, entre outros, digoxina, ciclosporina, rifampicina, cimetidina, amiodarona, fluoxetina, paroxetina, insulina, antidiabéticos orais, reserpina, inibidores da monoaminoxidase, verapamil, diltiazem, antiarrítmicos, clonidina, anti-hipertensivos, anestésicos, anti-inflamatórios não esteroidais e broncodilatadores beta-agonistas. Informe ao médico ou cirurgião-dentista se estiver usando qualquer outro medicamento.
A bula informa que este medicamento pode causar doping, contém lactose e sacarose, deve ser usado com cautela por portadores de diabetes e não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose ou insuficiência de sacarose-isomaltase. A doação de sangue é contraindicada durante o tratamento com carvedilol.
Perguntas frequentes